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  • Rebeldes acusam governo de matar 2 pessoas na frente de monitores

    AMÃ e BEIRUTE — O Exército Livre Sírio acusa a polícia do país de ter matado dois manifestantes na frente de observadores da ONU nesta terça-feira, na cidade de al-Busaira, na província de Deir al-Zor. Os dois mortos em al-Busaira fariam parte de um grupo que recepcionava e comemorava a chegada dos monitores internacionais enviados para fiscalizar o cumprimento de um acordo de paz na Síria. Não há confirmação da informação por causa das restrições à imprensa impostas no país.

    Um vídeo postado no Youtube mostra rebeldes comemorando após capturar e incendiar um tanque do governo na cidade de Idlib, no noroeste do país. Não há mais informações sobre o episódio.

    — Assim que o comboio da ONU entrou em al-Busaira, uma multidão de centenas de pessoas em êxtase saiu às ruas para recepcioná-los. Isso não foi minutos antes de receberem tiros — afirma Abu Laila, do grupo opositor. — Os observadores imediatamente deixaram al-Busaira. Nós pedimos que eles voltassem, mas eles se recusaram.

    De acordo com o rebelde, após a saída dos monitores, o confronto entre as forças de segurança e os cidadãos continuou. Outra fonte da oposição na província disse que as forças do governo que rodeiam al-Busaira começaram a disparar com armas antiaéreas na cidade.

    Al-Busaira é uma das várias cidades sob controle rebelde em Deir al-Zor, uma província produtora de petróleo perto da fronteira com o Iraque. A região tem sido seguidamente atacada pelas forças do presidente Bashar al-Assad nos últimos quatro meses, em uma tentativa de retomar o poder.

    Explosão em restaurante mata cinco em Damasco

    Na capital Damasco, cinco pessoas morreram na explosão de uma bomba em um restaurante. O incidente aconteceu em um bairro no norte da cidade, Qaboun, que tem se tornado um ponto de protestos anti- governo e sido palco de confrontos entre rebeldes e partidários de Assad.

    A TV estatal síria afirmou que a explosão foi feita por “terroristas”, termo usado pelo regime para se referir à oposição. As imagens da emissora mostraram uma cozinha queimada e uma sala cheia de destroços.

    O Observatório Sírio para Direitos Humanos disse que a bomba detonou logo após meia-noite.



  • Governo do Iêmen destitui militares ligados a Saleh

    SANAA – O presidente iemenita Abd-Rabbu Mansour Hadi destituiu nesta terça-feira importantes chefes militares ligados ao ex-presidente Ali Abdula Saleh, sob a forte suspeita de que eles tenham dado apoio à rede extremista al-Qaeda no atentado da última segunda-feira na Praça al-Sabin. No ataque, que deixou mais de 120 mortos e outros 300 feridos, um homem-bomba invadiu o ensaio da comemoração aos 22 anos da unificação do país e detonou os explosivos. O local é fortemente vigiado por forças de segurança iemenitas, pois também abriga a sede da presidência. O fato reforça que seria praticamente impossível que um dos radicais conseguisse se infiltrar sem contar com a ajuda de forças internas, afirmou o ministro da Informação do Iêmen, Ali al Amrani.

    Na lista negra de destituições do presidente Hadi, três alto comandantes militares ligados a Saleh chamam a atenção: o chefe das Forças de Segurança Central e sobrinho do ex-presidente, Yehia Saleh; o comandante da Divisão de Resgate e o vice-chefe da Segurança Nacional. O chefe do Serviço de Inteligência do Iêmen, Ammar Mohameed Abdulá Saleh – membro da família de Saleh – foi demitido de forma descrita como “fulminante”.

    – Duvido que um terrorista sem ajuda consiga se infiltrar na Praça Sabaín, tão fortemente protegida pela Guarda Republicana e pelas Forças de Segurança Central – assegurou um especialista em segurança ao diário “Yemen Post”.

    Na segunda-feira, uma autoridade iemenita disse que o suicida era um homem que usava vestes de soldado. Mais de mil pessoas participavam do treino para as comemorações, no entanto, todas as vítimas eram militares das Forças de Segurança Central, lideradas pelo sobrinho de Saleh. O incidente foi maior ataque realizado na capital iemenita desde que Hadi tomou posse, em fevereiro.

    Mesmo após o atentado de segunda-feira, a parada de comemoração à unificação do país não foi cancelada e correu tranquilamente nesta terça. Hadi assistiu ao desfile protegido por uma parede de vidro blindado e, ao fim do evento, reforçou que o Iêmen não irá se render à vontade dos terroristas.

    – A guerra contra o terrorismo continuará até que este seja extirpado e aniquilado completamente – defendeu.

    Vingança de extremistas

    O brutal atentado de segunda-feira foi uma resposta da al-Qaeda à última ofensiva do Exército do Iêmen para retomar territórios invadidos por extremistas no sul do país, na província de Abyan. Em um comunicado divulgado à imprensa na segunda-feira, o grupo radical prometeu novos atentados caso a campanha militar iemenita continue no sul país.

    “Nos vingaremos, se Deus quiser, e as chamas da guerra os alcançarão em qualquer lugar. O ocorrido de segunda-feira é só o início da jihad (guerra santa) em defesa da honra e das santidades”, diz a nota dos radicais.

    Em novembro, Saleh foi forçado a deixar o poder após intensos protestos no país. Graças a um acordo com o Conselho de Cooperação do Golfo, ele passou o poder a Hadi, que era seu vice e que tomou posse oficialmente no fim de fevereiro.



  • Peças ‘made in China’ são usadas nas Forças Armadas dos EUA

    WASHINGTON — Um relatório do Comitê das Forças Armadas do Senado americano divulgado nesta segunda-feira descobriu que há um vasto uso de peças eletrônicas falsificadas no armamento militar do país. As peças, além de trazerem riscos à segurança, também trazem prejuízo para o governo americano.

    A investigação de um ano e dois meses traz à tona a descoberta de 1.800 casos de componentes falsos em aeronaves militares americanas. Nesses casos havia mais de um milhão de peças falsificadas, dos quais 70% seriam provenientes da China. Depois da China, o Reino Unido e o Canadá são os maiores fornecedores de peças falsificadas para as Forças Armadas dos Estados Unidos.

    De acordo com o documento, os militares americanos dependem de vários “componentes eletrônicos, pequenos e incrivelmente sofisticados”, como equipamentos de visão noturna, rádios e GPS, que, se sofrerem com a falha de uma única parte, podem colocar a vida dos soldados em risco.

    Além de criticar a fragilidade da cadeia de suprimentos dos EUA — um programa nacional que deveria identificar suspeitas de peças falsificadas foi descrito como “tristemente deficiente” —, os senadores criticam o fracasso chinês em conter o seu vasto mercado de produtos falsificados, que são exportados para todo o mundo.

    — Nosso relatório descreve como esse fluxo de peças falsificadas, predominantemente da China, ameaça a segurança nacional, a segurança de nossos soldados e os empregos americanos — afirmou à CNN o senador Carl Levin, presidente do Comitê.

    Durante as investigações, o governo chinês se recusou a dar vistos para uma equipe do comitê do Senado que queria visitar o país. O comitê criticou Pequim por não fechar fábricas de produtos falsificados.

    “Peças eletrônicas falsificadas são vendidas abertamente em mercados públicos na China. Em vez de reconhecer o problema e agir agressivamente para acabar com os falsificadores, o governo chinês tem tentado evitar o escrutínio”, afirma o relatório de mais de 100 páginas.

    Entre os equipamentos onde foram usados as peças falsificadas chinesas estão helicópteros da Marinha, caças e aviões de carga, que foram analisados mais a fundo pelos senadores americanos.

    Apesar de o inquérito só ter sido divulgado agora, o senado americano não esperou para agir contra os efeitos das peças “made in China”: uma emenda à lei de Autorização da Defesa Nacional foi proposta e aceita. A ideia é atingir a fragilidade da cadeia de abastecimento da defesa americana e promover a adoção de agressivas práticas para evitar o uso de peças falsificadas no setor.

    A emenda foi assinada pelo presidente Barack Obama em 31 de dezembro de 2011. Parte da lei determina que, quando o contratante encontrar peças ruins em um sistema, ou ele ou o fornecedor pagarão para resolver o problema. Antes, esse custo era pago pelo Departamento de Defesa.



  • ‘Não sou o candidato da Junta Militar’, diz Amr Moussa

    CAIRO — Amr Moussa era secretário-geral da Liga Árabe quando os egípcios derrubaram Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011. Depois da revolução no Egito, pediu demissão do cargo que ostentou por uma década para se apresentar como candidato às eleições presidenciais. Moussa foi ministro de Exteriores de Mubarak entre 1991 e 2001, mas durante toda a campanha insistiu que as relações entre os dois se deterioraram há pelo menos uma década. Aos 75 anos, o candidato se define como um nacionalista e aspirante como mais experiência no governo. E laicista. O primeiro-turno das eleições para eleger o primeiro presidente no Egito começa na quarta-feira.

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    RICARD GONZÁLEZ: Qual deve ser o papel do Exército no Egito?

    Amr Moussa: O mesmo que em todo país democrático: proteger a segurança da nação e suas fronteiras. O Exército deve assessorar o presidente e, para isso, criar um Conselho Nacional de Segurança. Mas a responsabilidade na tomada de decisão sempre deve recair sobre o presidente.

    O senhor é a favor de outorgar uma saída segura, uma anistia, à Junta Militar pelos abusos cometidos durante a transição?

    Moussa: Não creio que seja um tema para ser discutido agora. Primeiro é preciso buscar uma saída segura para o Egito.

    Em Tahir o senhor é acusado de ser um fulul, ou seja, um homem do antigo regime. O senhor é o candidato da Junta Militar?

    Moussa: Não sou um homem do antigo regime. Tive minhas discrepâncias com Mubarak e por isso abandonei o cargo de ministro de Exteriores há uma década. Acredito que as eleições serão limpas e a Junta Militar neutra. Em todo caso, não sou seu candidato. Há algumas semanas tentaram pactuar um candidato de consenso com a Irmandade Muçulmana e não conseguiram. Eu nunca estive na lista.

    Quais são as prioridades de seu programa eleitoral?

    Moussa: Reconstruir o Egito, lançar o que chamo de segunda república, um país democrático segundo as normas do Estado de direito. O país vem sendo mal governado, com uma corrupção crescente. Daí sua atual situação. Mas é um país com recursos. É necessário restaurar a segurança, investir em educação e projetos de desenvolvimento, como por exemplo, ampliar e melhorar a infraestrutura do canal de Suéz.

    Parece que o novo presidente assumirá o cargo sem uma nova Constituição. Que tipo de sistema político o senhor prefere?

    Moussa: Tendo para um sistema presidencialista, com ajustes ao atual, para garantir que o presidente não tenha poderes ditatoriais. Creio que o país e os partidos políticos não estão maduros para um sistema parlamentário.

    Entretanto, parece que a maioria dos partidos tendem para um sistema semi-presidencialista...

    Moussa: Essa opção também é aceitável. Neste caso, deveria colaborar com o Parlamento e buscar acordos com a Irmandade Muçulmana. Seria uma situação de convivência como a de Chirac e Mitterand.

    Como o senhor definiria sua candidatura?

    Moussa: Sou nacionalista e quero um Egito democrático, onde não haja discriminações de nenhum tipo. Acredito que sou o candidato com mais experiência de governo e, por isso, mais capacitado para tirar o país da crise atual. Não acho que o Egito deva se lançar a novas aventuras.

    O que dizem os resultados das pesquisas de campanha?

    Moussa: Que sou o candidato com mais apoio, de longe. Está claro que ninguém vai conseguir 99% dos votos como antes. Me bastam os 50% e mais um, e espero conseguir no primeiro turno.

    Abdel Moneim Abulfutú recebeu o apoio de grupos de liberais a salafistas. É seu maior rival?

    Moussa: Eu não descartaria Mohamed Morsi, o candidato da Irmandade Muçulmana. Em relação à Abulfutú, não é certo que seja liberal, como dizem alguns jornalistas. O que acontece é que os liberais dizem uma coisa e os salafistas outra. Mas essa estratégia não funcionará. A realidade é que ele é um islamista, comprometido em aplicar a sharia (lei islâmica). Ele é o herdeiro de Abu Ismail (candidato salafista desclassificado), e por isso recebeu apoio dos salafistas.

    O que o senhor acha de Ahmed Shafik, último primeiro-ministro de Mubarak?

    Moussa: Não se pode fazer uma campanha oferecendo o retorno ao antigo regime quando está claro que o povo o renegou.

    Quais são os pilares de sua política exterior?

    Moussa: O Egito é um país árabe e africano, e deve assumir um papel de líder na região. Agora, também são importantes as relações com os Estados Unidos e Europa. Em especial, gostaria de reforçar os laços com a União Europeia. Em nível regional, acho que os Estados árabes deveriam abrir um diálogo coletivo com o Irã e resolver nossas diferenças com o país.

    E em relação a Israel, o senhor manterá os acordos de Camp David?

    Moussa: Esses acordos estão mortos e enterrados porque Israel não cumpriu a parte que falava de uma solução justa para a questão palestina. Neste assunto, sinto-me comprometido com o plano de paz da Liga Árabe de 2002. Em relação ao acordo de paz entre Egito e Israel, eu o respeitarei sempre, na medida que a outra parte faça o mesmo.



  • Ex-primeira-dama e secretária de Estado. Ela é... Sigourney Weaver!

    LONDRES — Esse é um drama político que tem dado o que falar em Washington, com uma história que deve causar desconforto entre os Clinton: a atriz Sigourney Weaver encarna o papel de uma ex-primeira-dama, mulher de um galanteador ex-presidente e que aceita o cargo de secretária de Estado após suas próprias ambições políticas se frustrarem.

    As comparações entre "Political animals", série a ser lançada pela USA Network em 15 de julho, e o tempestuoso casamento de Bill e Hillary Clinton parecem ser inevitáveis. Para ser justo, os roteiristas fizeram algum esforço para deixar a trama mais ficcional. Em "Political animals", a ex-primeira-dama Elaine Barrish acaba de se divorciar do ex-presidente Bud Hammond (Ciaran Hinds), que tem saudades da ex-mulher e do poder que já teve.

    Nomeada secretária de Estado pelo presidente Paul Garcetti (Adrian Pasdar), que a derrotou nas primárias pela candidatura do partido, ela luta para equilibrar o relacionamento com os filhos gêmeos e o ex-marido, ao mesmo tempo em que lida com as crises no Departamento de Estado.

    "Political animals" foi criado por Greg Berlanti, produtor de séries dramáticas para a TV como "Brothers & Sisters", e Laurence Mark, cujos créditos incluem o filme "Jerry Maguire", com Tom Cruise. Linda Powell, filha do ex-secretário de Estado Collin Powell, aparecerá no primeiro episódio como conselheira de Segurança Nacional do presidente.

    Eleição gera uma onda de filmes com a Casa Branca como cenário

    A eleição presidencial americana deste ano está gerando uma enxurrada de séries de TV, tanto dramáticas quanto cômicas, com a Casa Branca como pano de fundo. Mas é o comportamento disfuncional daqueles que buscam o cargo — em contraste com os políticos idealistas do falecido e popular "West Wing", da NBC — que alimenta a nova safra.

    A HBO ordenou uma segunda temporada de "Veep", a série sobre uma vice-presidente neurótica e sem poder, estrelada por Julia Louis-Dreyfus (que trabalhou em "Seinfeld"), uma senadora que se vê empurrada para esse limbo político. Escrito por Armando Iannucci, a maquinação de alguns consultores chocou o público por seu cinismo.

    Já o conflito doméstico entre a "primeira família" é o tema de 1600 Penn, a mais recente tentativa da NBC na área. Bill Pullman é o presidente Dale Gilchrist com a atriz Jenna Elfman, de "Dharma and Greg", como primeira-dama, numa comédia prevista para estrear no segundo semestre. Uma curiosidade: 1600 Penn poderia ter um toque de autenticidade, já que é produzido por Jon Lovett, ex-redator dos discursos do presidente Barack Obama, com quem trabalhou por três anos.

    No Brasil, passa na TV o longa-metragem "Game Change", em que Julianne Moore interpreta a ex-governadora do Alasca Sarah Palin, que foi companheira de chapa do republicano John McCain, na eleição que deu vitória a Obama. O filme mostra a dificuldade da candidata em responder a determinadas questões, como em política internacional, e não agradou à ex-governadora.

    — Não vi "Game Change" porque não perco meu tempo com mentiras — disse Palin, que hoje atua como comentarista política na Fox News, a um programa de TV.

     

     

     



  • Chefe da AIEA espera assinar acordo com o Irã

    VIENA - O chefe da agência nuclear da ONU disse nesta terça-feira que espera assinar um acordo com o Irã em breve para reforçar sua cooperação com uma investigação sobre a atividade atômica de Teerã, embora as diferenças permaneçam. Yukiya Amano, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), falou um dia depois de raras negociações com Teerã e um dia antes do Irã e seis potências realizarem negociações mais amplas sobre a extensão do programa nuclear do país.

    - A decisão foi feita para concluir e assinar o acordo. Posso dizer que será assinado em breve - disse Amano no aeroporto de Viena depois de voltar de Teerã.

    Amano, que estava buscando um acordo para dar a seus inspetores mais liberdade para investigar a suposta pesquisa de bomba atômica no Irã, descreveu o resultado de suas reuniões em Teerã como um "importante desenvolvimento". Ele disse ainda que algumas diferenças continuam mas que o chefe negociador nuclear do Irã, Saeed Jalili, tinha dito que isso não representaria um obstáculo a um acordo.

    Na próxima quarta-feira, Jalili vai se encontrar, em Bagdá, com autoridades das seis potências mundiais envolvidas nos esforços para resolver o impasse nuclear iraniano de forma pacífica.

    - Entendemos a posição do outro melhor - disse Amano sobre suas conversas com Jalili e outras autoridades iranianas.

    Ele disse que tinha levantado a questão do acesso à instalação militar de Parchin, uma prioridade da AIEA em sua investigação, e que esta seria tratada como parte da implementação do acordo.



  • Explosão deixa cinco mortos em restaurante em Damasco

    BEIRUTE - Cinco pessoas morreram quando um dispositivo explosivo foi detonado em um restaurante na capital da Síria, Damasco, nesta terça-feira, informaram ativistas e a mídia estatal.

    O bairro de Qaboun, no norte de Damasco, onde a bomba explodiu, tem sido um centro dos protestos que exigem o fim do regime do regime de Bashar al-Assad e também tem sido cenário de confrontos entre as forças leais ao presidente e rebeldes.

    A teleivão estatal atribuiu a autoria da explosão a terroristas, um termo que o governo sírio se refere à oposição armada. A emissora disse que a bomba explodiu em um restaurante e mostrou imagens de uma cozinha queimada e de uma sala cheia de destroços.

    O Observatório Sírio para Direitos Humanos, com sede no Reino Unido, que monitora a violência no país, disse que a bomba foi detonada logo depois da meia-noite (horário local), mas não deu mais qualquer informação sobre quem era responsável.

    A Síria restringiu o acesso à mídia durante os 14 meses da revolta contra Assad, que começou com protestos em massa e agora é uma insurreição armada, o que torna difícil verificar tais relatórios.



  • Sobe para quatro o número de mortos no Everest

    KATMANDU - Uma autoridade de montanhismo no Nepal disse que alpinistas relataram ter visto um outro corpo no Monte Everest, elevando para quatro o número de mortos no fim de semana na montanha mais alta do mundo.

    A autoridade nepalesa de montanhismo Gyanendar Shrestha disse nesta terça-feira que o corpo do alpinista chinês Ha Wenyi foi encontrado não muito longe de onde três outros alpinistas morreram. Wenyi e as outras três vítimas - o médico alemão Eberhard Schaaf, o canadense nascido no Nepal Shriya Shah e o montanhista sul-coreano Won Bin - morreram no sábado quando desciam do cume de 8.850 metros de altura.

    Shrestha disse que o guia nepalês Sherpa que estava desaparecido se encontra em segurança e chegou ao acampamento na base do Monte Everest. Shrestha acrescentou que o guia foi separado de seu grupo e não tinha equipamentos de comunicação.



  • Doze militares são mortos em ataque das Farc na Colômbia

    BOGOTÁ - Doze militantes morreram e quatro ficaram feridos nesta segunda-feira no nordeste da Colômbia, em um ataque de guerrilheiros esquerdistas aparentemente escondidos na Venezuela, no pior revés para as Forças Armadas nos últimos meses.

    O atentado, cometido pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com fogo de metralhadoras, fuzis e explosivos, aconteceu perto do município de Maicao, no departamento de La Guajira, quando as tropas do Exército realizavam uma patrulha pela zona.

    O comandanta do Exército Nacional, general Sergio Mantilla, disse que os guerrilheiros aparentemente realizaram o ataque de território venezuelano e que depois entraram na Venezuela para evitar a perseguição das tropas.

    - Foi um ataque muito forte de aproximadamente 80 indivíduos da organização terrorista Farc, presumivelmente do outro lado da fronteira - disse o oficial.

    Mantilla revelou que o ataque foi realizado a cerca de 300 metros da fronteira com a Venezuela e que os guerrilheiros atacaram as tropas do Exército que protegiam um grupo de trabalhadores encarregados pelo conserto de uma torre de linhas de alta tensão derrubada horas antes pelos rebeldes.

    As Farc, consideradas uma organização terrorista pelos EUA e pela União Europeia, intensificaram suas ações violentas nos últimos meses, inclusive contra o setor petroleiro, como parte de uma estratégia para mostrar seu poder militar, de acordo com fontes de segurança e analistas.

    O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, condenou o ataque e disse que depois que falou por telefone com seu colega colombiano, Juan Manuel Santos, reforçou a presença militar na zona fronteiriça para impedir que os guerrilheiros se escondam no país vizinho.

    - Ele me disse que como o ataque foi tão perto da fronteira, algumas unidades de guerrilha podem ter ido para a Venezuela - disse Chávez de Caracas em um contato telefônico com os líderes de seu partido que foi transmitido pela televisão estatal.

    - Nós, desde esta manhã, reforçamos o patrulhamento aéreo porque reafirmamos a nossa posição de não permitir incursões de nenhuma força armada, seja qual for sua natureza, em território venezuelano - acrescentou.

    No passado, as Farc têm sido acusadas de cruzar a fronteira terrestre de 2.219 quilômetros entre os dois países para fugir das operações dos militares colombianos.

    Embora o grupo rebelde tenha sido enfraquecido por uma ofensiva militar apoiada pelos Estados Unidos, em que forma mortos vários de seus comandantes, ainda tem a capacidade de realizar ataques de alto impacto.

    No final de março, 68 guerrilheiros das Farc foram mortos em dois bombardeios realizados pelas Forças Armadas nos departamentos de Arauca e Meta, nem meio à implementação de uma nova estratégia militar contra a guerrilha, que busca derrotá-la ou forçá-la a iniciar negociações paz.

    O governo colombiano descartou a possibilidade de iniciar no futuro imediato um diálogo de paz com as Farc até que os rebeldes libertem todos os reféns, suspendam seus ataques e anunciem sua disposição para desarmar.

    Mas o grupo guerrilheiro, que no final de fevereiro anunciou a suspensão dos sequestros econômicos, rejeitou as exigências por considerá-las como uma rendição.



  • ‘A queda do ditador não significou democracia’

    TEL AVIV — O professor Uzi Rabi, diretor do Centro Moshe Dayan de Estudos do Oriente Médio, na Universidade de Tel Aviv, acredita que o atentado em Sanaa foi um lembrete ao presidente Abed Rabbo Mansour Hadi: o de que a rede terrorista al-Qaeda está no Iêmen para ficar e vai fazer de tudo para desestabilizar o país. Em seu novo livro, “Iêmen: anatomia de um Estado falido”, que está prestes a ser lançado, ele explica como a Primavera Árabe apenas abriu a caixa de Pandora da rivalidade entre as diversas tribos iemenitas.

    O GLOBO: O atentado em Sanaa vai afetar a já tumultuada política iemenita?

    UZI RABI: Infelizmente, sim. O Iêmen vive um confronto violento entre o presidente Hadi e grupos que tentam desestabilizar o país e evitar que os iemenitas voltem a ter uma vida normal. São principalmente os militantes da al-Qaeda, mas também outros ativistas de grupos tribais espalhados pelo país. Hadi abriu uma frente ampla de conflito com a rede terrorista no Sul do Iêmen, num confronto que já deixou centenas de mortos. Esse atentado é uma espécie de lembrete da al-Qaeda: de que ela está no Iêmen para ficar.

    Hadi está perdendo a guerra com a al-Qaeda?

    RABI: Esta é uma guerra muito demorada e nada simples. O Iêmen é o que chamamos de Estado falido. É muito difícil lidar com a política por lá porque há muitas tribos, muitos grupos de força, muitas orientações. No Norte há os xiitas; no Sul, a al-Qaeda; em Áden, há intelectuais; no centro há diversas tribos que se confrontam. Acredito que esse atentado seja apenas a ponta do iceberg do derramamento de sangue que virá por aí.

    A ajuda militar americana não é suficiente para ajudar Sanaa a domar a al-Qaeda?

    RABI: Os americanos ajudam de fora, não entram no país. É muito perigoso e complicado para eles. Há uma estatística que ajuda a explicar por que a situação é tão ruim: no Iêmen, há uma média de duas armas de fogo por pessoa acima de 16 anos de idade. Há muitas milícias e gangues, muitos furtos, roubos e saques entre tribos rivais.

    A Primavera Árabe não criou condições melhores para tratar desses problemas?

    RABI: Pelo contrário, só tirou o gênio da garrafa. Não se trata de Egito ou Tunísia, que também têm problemas, mas são países com uma tradição de governo e um jogo político mais ou menos claros. Em países como Iêmen, Líbia e Síria, a queda do ditador não significou democracia, e sim a explosão da violência. No Iêmen, pelo menos a curto e médio prazos, o sofrimento será ainda maior do que antes. É preciso ter esperança de que, a longo prazo, aconteça algo positivo.



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