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  • Ronaldinho analisa time do Fla e irrita Joel: 'De tática falo eu'

    RIO — Já não bastasse a má atuação do time no empate por 1 a 1 com o Sport, neste sábado, após quatro semanas de treinos, o Flamengo mostra que não consegue se livrar dos problemas extra-campo. Em entrevistas depois do jogo, ficou claro que o relacionamento entre o técnico Joel Santana e Ronaldinho Gaúcho é ruim. O treinador rubro-negro irritou-se com declarações do camisa 10 no gramado e rebateu as palavras de seu principal jogador.

    Além de ter revelado, no intervalo, que o Flamengo entrara em campo com a estratégia de jogar no contra-ataque, Ronaldinho opinou que prefere ver o time com três atacantes (ele, Deivid e Love), formação que terminou a partida.

    — No primeiro tempo, jogamos com dois atacantes e o Sport com três zagueiros. Fica difícil assim. Mas no segundo tempo, com o Deivid, ficamos três contra três, empatamos e criamos outras oportunidades. Acho que acabou sendo bom e agora temos que conquistar os três pontos em casa, na próxima rodada — disse Ronaldinho.

    Na coletiva após a partida, Joel mostrou-se contrariado.

    — Não quero saber de fofoca. Quem tem que comentar a opção tática sou eu. Jogamos da maneira que treinamos. Começamos de um jeito e terminamos de outro. No segundo tempo, jogamos melhor e poderíamos ter vencido. Não tem essa de que o Ronaldo falou. Quem fala de tática de jogo sou eu, mais ninguém — afirmou o técnico, que, embora tenha evitado analisar a atuação individual de Ronaldinho, deixou entendido que não gostou da performance do meia. — Alguns jogadores jogaram mal. Não preciso falar de Ronaldinho. Não quero falar. Vocês viram e falam o que acham melhor. Em alguns setores não jogamos bem.

    Depois de quatro semanas de treinos, Joel admitiu que o Flamengo ficou devendo futebol na estreia no Brasileiro e reconheceu que os constantes problemas extra-campo atrapalham o trabalho.

    — Ficar treinando um mês dentro do ambiente que treinamos, cada dia surge um problema, é complicado. Mas poderíamos ter feito mais. Rendemos 50%. Ainda é pouco para quem quer chegar no Brasileiro — disse Joel.



  • Roberta Sudbrack, do handebol para a cozinha

    RIO — Apaixonada por handebol, esporte que praticou por mais de dez anos, Roberta Sudbrack sempre achou que, um dia, iria às Olimpíadas pela seleção brasileira da modalidade. Certamente não imaginava que não seria o talento com a bola, mas, sim, seus dotes culinários que a levariam para os Jogos. Mesmo assim, quando o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) a convidou para chefiar a cozinha do Crystal Palace, base da delegação nacional no megaevento, ela não pestanejou.

    Desafio aceito, no melhor estilo Barão de Coubertin — fundador dos Jogos Olímpicos da era moderna e defensor da máxima de que o importante é participar —, Roberta atuará como voluntária e comandará um time de cozinheiros e um refeitório com capacidade para atender, simultaneamente, 210 pessoas em Londres.

    — Encaro o convite como uma missão, como algo que eu possa fazer pelo esporte olímpico e pelo Brasil. Fui atleta e sou cozinheira; em ambas as atividades, o senso de missão, objetivo e patriotismo são parte fundamental — afirma a gaúcha de Porto Alegre, torcedora do Grêmio e testemunha de muitos Grenais. — Por isso, viver esta experiência agora através da cozinha não poderia me deixar mais feliz e mais imbuída do espírito olímpico.

    Comida para “tocar a alma”

    Se no restaurante que leva seu nome, com capacidade para 62 pessoas, na Zona Sul do Rio, o foco é a alta gastronomia — lá, são servidos menus cujos pratos só são conhecidos quando chegam à mesa —, no Crystal Palace, o conceito será o de “casa fora de casa”, com presença garantida do bom e velho arroz com feijão no cardápio.

    — O RS é um restaurante que usa produtos do dia a dia, mas em uma outra forma de expressão. No Crystal Palace, a ideia é outra. Vamos preparar um cardápio diário e, portanto, arroz, feijão e salada estarão lá com certeza, mas queremos que essa comida tenha o gosto do Brasil de cada um. Que, por exemplo, traga a memória das mesas dos almoços “filados” na casa das mães, tias e avós — explica a chef. — Desse modo, além de recompor as energias que eles precisam, queremos que a comida os transporte um pouco para perto de casa no momento das refeições.

    No início da semana, Roberta foi a Londres conhecer o Crystal Palace e visitar mercados e lojas que vendem produtos brasileiros. Como tudo ainda é muito recente, por enquanto ela está pesquisando as peculiaridades das modalidades que usarão a instalação. Na elaboração do cardápio, a participação dos nutricionistas do COB será fundamental.

    Para quem comanda um restaurante que figura entre os cem melhores do mundo, foi a primeira chef do Palácio da Alvorada — durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso e já cozinhou para grandes personalidades, como o Rei Juan Carlos, da Espanha —, agradar ao paladar de campeões olímpicos é só mais uma “provocação”:

    — O simples é sempre complexo. São dois desafios diferentes, mas ambos são próximos no sentido de que acertar no gosto dessas pessoas significa dizer que cumpri minha missão de lhes tocar a alma por intermédio da comida e, com isso, fazer emergir o que o Brasil tem de melhor.

    Roberta espera dias de muito trabalho no Crystal Palace. Mas, se conseguir dar uma fugidinha durante os Jogos, ela não tem dúvidas do que pretende assistir:

    — Se eu tiver uma chance, adoraria ver uma partida de handebol feminino.



  • Botafogo estreia para mudar de rumo

    RIO — O Botafogo tenta passar uma borracha no primeiro semestre, quando viu desabar o sonho de conquistar o título do Campeonato Carioca e acabou desclassificado na Copa do Brasil. Diante do São Paulo, neste domingo, às 16h, no Engenhão, o time tem a oportunidade de começar bem o segundo semestre com uma vitória em seus domínios, além de manter uma invencibilidade que vem desde agosto de 2009. Ao todo são quatro vitórias e um empate na competição contra o time paulista.

    A tarefa não será nada fácil. A equipe paulista, dirigida pelo técnico Leão, vem com força máxima, mesmo disputando vaga para a semifinal da Copa do Brasil. O ex-alvinegro Cortez está escalado na lateral esquerda do time que conta com jogadores da categoria de Lucas, Luís Fabiano, Cícero, Jádson e Casemiro, entre outros. Em compensação, não poderia haver oportunidade melhor para o Botafogo se impor, ganhar novo ânimo e largar a pleno vapor no Brasileiro.

    Vítor Júnior pode começar

    Durante a semana, o técnico Oswaldo de Oliveira levou seus jogadores para um período de preparação no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), em Saquarema. Lá, o técnico teve cinco dias para conviver com os comandados e trabalhar a parte física e psicológica do grupo. Muitos ainda demonstravam sentir os efeitos das derrotas na disputa do título estadual e reflexos da eliminação da Copa do Brasil.

    A mensagem passada é a de que uma nova vida começa neste domingo e todos podem comemorar algum título, seja no Brasileiro ou na Copa Sul-Americana.

    Contratação indicada por Oswaldo de Oliveira, o meia canhoto Vítor Júnior, que foi emprestado pelo Corinthians até o final do ano, pode começar a partida no lugar de Elkeson. Pelo menos, durante os treinos em Saquarema, ele foi o titular da posição.

    Amigos do tempo em que jogavam no Sevilla, Renato fez uma aposta com Luís Fabiano. O perdedor do jogo terá que lavar a roupa do adversário. A aposta gerou interesse em uma empresa de máquinas de lavar, que pretende fazer um anúncio em redes sociais.

    Botafogo x São Paulo

    Horário: 16h

    Local: Engenhão

    Botafogo: Jéfferson, Gabriel, Brinner, Fábio Ferreira e Marcio Azevedo; Jádson, Renato, Maicosuel, Fellype Gabriel e Vítor Júnior (Elkeson); Loco Abreu.

    São Paulo: Denis, Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denílson, Casemiro, Cícero e Jádson; Lucas e Luís Fabiano.

    Árbitro: Sandro Meira Ricci.



  • Deco, destino com passes certos e linhas tortas

    RIO — Formado no improviso da várzea, pós-graduado na estabilidade dos gramados e do profissionalismo europeu, Deco tem títulos para ser chamado de mestre. Aos 20 anos, trocou a chance de se firmar no Corinthians pelas linhas tortas do destino que fizeram deste luso-brasileiro nascido no ABC Paulista o melhor jogador do último Carioca. Iludido por uma proposta do Benfica, acabou esquecido no Alverca antes de se tornar um craque internacional. Desde cedo, passou a acreditar mais em si mesmo do que nos personagens que o futebol produz e descarta.

    Com o mesmo equilíbrio que dá ao Fluminense, mantém-se sereno em situações extremas. Apesar de estar fora do time que precisa vencer o Boca Juniors por dois gols de diferença para avançar na Libertadores, percebe que a atual geração pode ocupar um lugar definitivo na galeria dos grandes campeões. Desde a sua chegada, em 2010, o Fluminense ganhou um Brasileiro e um Estadual. A contar do título da Copa do Brasil em 2007, os últimos anos trouxeram um salto de qualidade, com os vices da Libertadores e da Sul-Americana. Certo de que o mais vitorioso esquadrão tricolor foi aquele campeão brasileiro e tricampeão carioca anos 80, Deco acredita que time atual ainda pode ir além:

    — Condições a gente tem, resta saber o quanto esse time vai se manter — disse, lutando contra os limites. — Lesão muscular é mais complicado, mas espero estar no campo nesta semana. Se vai dar para jogar, não sei.

    Ao contrário dos problemas que teve na volta da Europa, desta vez sua sequência de grandes atuações só foi quebrada na final do Estadual por uma entrada que lhe prendeu a perna. Depois do fato consumado, questionou-se por que Deco não foi poupado. Antes, só se pensava em reverenciar seu talento. As contradições são comuns num calendário que vende a emoção de competições simultâneas mas não entrega o melhor espetáculo.

    — Na Europa, os times ficam três meses sem competir. Dá tempo para recuperar o corpo, a cabeça e para o clube se programar. Aqui, o planejamento é feito durante o ano — disse o craque, que foi herói e vítima do que resta da magia do Estadual. — Como ficar de fora de um jogo que representa tanto? E não havia tido nenhuma lesão. É difícil falar que eu deveria ter sido poupado. Não existe o “se” no futebol.

    Indaiatuba, capital mundial

    No lugar das hipóteses, prefere se agarrar ao que tem de mais concreto. Ídolo em grandes centros do futebol, Deco é cidadão de um mundo que tem a cidade de Indaiatuba como capital.

    — Tenho casas em Barcelona, no Porto, no Rio, em São Paulo, na praia, mas o lugar que me sinto melhor é Indaiatuba, e nem nasci lá — disse sobre a cidade vizinha a Campinas. — Não me deixei seduzir pela fama, que é subjetiva. Prefiro me concentrar no que gosto. Indaiatuba tem muita música sertaneja e peixe de rio para comer, o que eu adoro, mas não é por isso. É pelo lugar, pelos amigos de infância. O melhor é que está do lado de São Paulo e do aeroporto. Quando cansa, é fácil de ir embora.

    Deco nasceu em São Bernardo do Campo junto com o movimento operário no fim dos anos 70. Metalúrgico, seu pai foi transferido e viu de longe as tensões e as glórias que marcaram a trajetória do ex-presidente Lula.

    — Meu pai conta que levou umas porradas da polícia, mas não fala de política. Gostem ou não, é inegável que o Lula é um vitorioso. O Brasil melhorou.

    Por caminhos diferentes, Deco foi além do ABC. Assim como o presidente, sofre para desencarnar do papel de que mais gosta.

    — Já me preparo para parar há uns dez anos. Sou virginiano, meio metódico. Se quiser, já posso, mas o futebol ainda me dá mais prazer. Viajar e concentrar para mim hoje é horrível. Então, se não estiver jogando, não faz sentido. Cheguei a pensar em parar no ano passado, mas sabia que com um trabalho preventivo dava para resolver — afirmou o jogador, que tem contrato até dezembro e planos de estendê-lo até o fim de 2013. — Não me vejo fora, ir para outro clube seria como começar do zero aos 34 anos.

    Na metade da idade atual, lembra que já começava a ser aproveitado no Corinthians e que o normal seria se firmar em mais dois ou três anos. O imediatismo do mercado o levou para o CSA, de Alagoas, e de lá para a Europa.

    — Mesmo tendo sido enganado, sabia que só dependia de mim. Não sou imune às coisas, mas aprendi cedo que futebol é só um jogo. Nunca posso oscilar do oito ao oitenta. Tem um hora que não podemos mais usar o que herdamos como desculpa. Não sou mais só o que recebi dos meus pais, pude ter amigos e ver como o mundo funciona.

    À distância, Deco acredita que ainda poderia jogar em alto nível no futebol europeu, de onde só saiu para ficar perto dos filhos. Ao citar a longevidade de Seedorf, lembra que a qualidade dos gramados e das equipes reduz o desgaste físico porque “times como Chelsea e Barcelona dominam quase 70% de seus jogos” enquanto no Brasil o equilíbrio promove “essa correria louca”.

    Sem a explosão de outrora, Deco teve que se aprimorar no passe para continuar sendo decisivo. São vários os casos de craques que se adaptaram ao passar do tempo. Ronaldinho Gaúcho talvez não seja um deles.

    — Não tem mais a força que era sua marca, mas ainda tem uma qualidade fora do comum. Talvez não tenha achado a posição, mas quando o Flamengo esteve organizado, no tempo do Luxemburgo, ele sempre jogou bem — disse, tirando dos ombros do amigo a obrigação de resolver sozinho. — Nem no Barcelona era assim. O Flamengo é um time que precisa ser montado.

    Com o tempo, Deco aprendeu a ler melhor o jogo. Para ele, os problemas da seleção são a parte visível de uma estrutura que tem a base comprometida.

    — Hoje os meninos já começam em escolinhas porque os pais pressionam para que serem jogadores. O futebol tem que ser uma diversão. Estamos perdendo a alegria e ousadia de jogar.

    Do Nou Camp à Rua Bariri

    Num momento em que o futebol europeu procura se aprimorar tecnicamente e o brasileiro torna-se pragmático, as diferenças se encontram numa aldeia global. Embora reconheça a atmosfera especial que o Rio vive nos clássicos, em campo Deco já não vê traços do que possa chamar de legítimo futebol carioca.

    — Hoje é tudo muito parecido. No Brasil, a questão nem é o nível técnico. É o tático que está baixo. Há erros de marcação e cobertura que já deviam ter sido corrigidos na base — disse, sem fazer diferença entre a emoção de se jogar nos principais palcos ou nos alçapões do Carioca. — O problema são os estádios pequenos. É a falta de público. Ganhamos de virada do Avaí em Volta Redonda e foi maravilhoso.

    Mais importante do que o lugar é aquilo que se carrega na alma. Onde quer que vá, idolatrado ou sozinho, o craque tem o bom futebol ao seu lado. Graduado na escola da vida e da bola, deu os passos e os passes certos para alongar as linhas tortas do destino. Apesar das baixas recentes, Deco e o Fluminense podem ir além.



  • Fluminense aposta na garotada na estreia do Brasileiro

    RIO — Com as atenções voltadas para o segundo jogo das quartas de final da Libertadores, contra o Boca Juniors, na quarta-feira (19h30m), o Fluminense estreia no Campeonato Brasileiro contra o Corinthians, atual campeão, neste domingo, às 16h, no Pacaembu, sem muitos de seus titulares e apostando na garotada. Em situação semelhante ao tricolor, o time paulista, que disputa com o Vasco vaga na semifinal da Libertadores, também jogará com muitos reservas.

    O técnico Abel deverá poupar, entre outros, Rafael Sóbis e Thiago Neves. No Corinthians, a novidade será a volta do atacante Liédson.

    Corinthians x Fluminense

    Local: Pacaembu, São Paulo

    Horário: 16h

    Corinthians: Cássio; Welder, Marquinhos, Antonio Carlos e Ramon; Willian Arão, Ramires e Douglas; Gilsinho, Willian e Liédson.

    Fluminense: Ricardo Berna, Walace, Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Fábio Braga, Jean, Lanzini e Wagner; Marcos Júnio e Rafael Moura (Samuel).

    Juiz: Fabrício Neves Correa (RS).



  • Carlos Alberto volta a ser o dono do time do Vasco

    RIO — Depois de um ano e quatro meses, Carlos Alberto terá novamente a sensação de participar do pontapé inicial de um jogo pelo Vasco. Neste domingo, contra o Grêmio às 18h30m, em São Januário, ele iniciará pela primeira vez uma partida desde que foi reintegrado ao grupo em março.

    Após as pazes feitas com o presidente Roberto Dinamite, Carlos Alberto já entrou em campo seis vezes. Em cinco delas em jogos decisivos, seja pelo Carioca ou pela Libertadores. Até marcou um gol, na derrota para o Botafogo por 3 a 1, na final da Taça Rio.

    — Ele está em condições de atuar. Era só uma questão de oportunidade para que começasse a partida. Apareceu a chance agora. Já vem entrando bem nos jogos — disse o técnico Cristóvão Borges.

    Com alguns jogadores poupados por causa da Libertadores, Carlos Alberto será o comandante do meio-campo vascaíno. Para quem foi o líder do time na Série B, em 2009, voltar a ser o cérebro da equipe não é novidade. E Cristóvão conta com isso.

    — Pelas características dele, pode ser considerado uma referência em campo, sim — afirmou o treinador.

    Assim como Cristóvão, Vanderlei Luxemburgo vai poupar alguns jogadores no time gaúcho. No meio de semana, o Grêmio disputará vaga nas semifinais da Copa do Brasil contra o Bahia, no Olímpico.

    O Vasco não poderá contar Felipe e Fabrício, que vão cumprir dois jogos de suspensão por expulsões na última rodada do Brasileiro de 2011, pelo Vasco e Atlético-PR, respectivamente.

    Vasco x Grêmio

    Local: São Januário

    Horário: 18h30m

    Vasco: Fernando Prass, Fágner, Douglas, Renato Silva e Thiago Feltri (Dieyson); Eduardo Costa, Fellipe Bastos, Allan e Carlos Alberto; William Barbio e Alecsandro.

    Grêmio: Victor, Edilson, Vilson, Naldo e Pará; Fernando, Souza, Marquinhos e Marco Antônio; André Lima e Leandro.

    Juiz: Celio Amorim (SC).



  • Flamengo arranca empate com Sport na estreia do Brasileiro

    RIO — O Flamengo entrou em campo, na noite deste sábado, na estreia do Brasileiro, pressionado apenas pelo período de 27 dias sem partidas e também pela torcida do Sport que lotou a Ilha do Retiro, no Recife. E, se não brilhou, ao menos mostrou poder de reação para empatar uma partida em que o adversário criou as principais chances de gol, e obrigou Paulo Victor a fazer grande partida. Com gols de Marquinhos Gabriel e Vágner Love, Sport e Flamengo empataram em 1 a 1.

    — A gente queria começar o campeonato com uma vitória. Infelizmente não aconteceu. Mas um ponto fora de casa é importante — afirmou Vágner Love ao fim do jogo.

    Na segunda rodada do Brasileiro, o Flamengo pega o Internacional, no Engenhão, no próximo sábado. Já o Sport emfrenta o Santos, na Vila Belmiro, no domingo.

    Sport abre o placar

    O Flamengo até procurou o gol nos primeiros minutos, mas viu o adversário criar as melhores oportunidades. Com pelo menos quatro ótimas defesas, o goleiro Paulo Victor, que substituiu Felipe, que se recupera de uma dengue, foi o principal nome do jogo no primeiro tempo. Apesar de uma primeira etapa apaga, Ronaldinho Gaúcho participou do melhor momento do Flamengo. Aos 13, bateu com muita força uma falta distante do gol e a bola passou raspando a trave.

    Na outra chance do time carioca, após cobrança rápida de falta, Kléberson apareceu cara a cara com Magrão e o goleiro do Sport salvou um gol que parecia certo. Do outro lado, Paulo Victor apareceu bem em chutes de Marquinhos Gabriel, aos 26 e 37, e de Thiaguinho, aos 30. Aos 27, voou ainda para defender uma ótima cabeçada de Edcarlos após cobrança de escanteio.

    O time de Joel Santana voltou com uma mudança no segundo tempo, saiu Rômulo e entrou Amaral, mas nada mudou na formação. Marquinhos Gabriel continuou a ser o jogador mais perigoso da partida. Aos 8, quase marcou ao chutar forte e cruzado, exigindo boa defesa de Paulo Victor. Com tanto empenho, o gol do Sport acabou saindo quatro minutos depois. Após saída errada de Magal, Moacir aproveitou e conseguiu chute. A zaga desviou e, no rebote, Marquinhos Gabriel chutou no ângulo para marcar um lindo gol.

    Vágner Love empata

    Atrás no placar, o Flamengo mudou: saiu Bottinelli e entrou Deivid. A substituição quase dá resultado três minutos depois. Após chutão de Amaral, Deivid ajeitou de peito para Vágner Love, mas, diante do goleiro, o atacante chutou mal, por cima do gol. O gol do Flamengo veio aos 28 minutos, Vágner Love recebeu de Kléberson em posição legal, em um buraco deixado pela zaga do Sport, e chutou com tranquilidade para o fundo do gol na saída de Magrão.

    O gol deixou o time do Sport nervoso, acalmou a torcida local e fez o Flamengo crescer. O time, no entanto, não conseguiu criar mais nenhuma grande jogada de perigo e voltou a levar pressão do Sport, que tentou o gol da vitória nos minutos finais. E ele quase veio aos 43 minutos, quando Moacir, quase na linha de fundo, cruzou com um chute forte para trás. A bola bateu no joelho de Welinton e explodiu no travessão do goleiro Paulo Victor. O goleiro estava batido no lance, mas, num jogo em que teve competência para evitar o pior, contou com a sorte para não deixar o campo derrota.

    Sport 1 X 1 Flamengo

    Estádio: Ilha do Retiro, em Recife (PE)

    Árbitro: Paulo Cesar de Oliveira (SP)

    Cartões amarelos: Edcarlos e Naldinho (SPO) e Bottinelli (FLA)

    Gols: Marquinhos 12'/2ºT (1-0) e Vagner Love 29'/2ºT (1-1)

    Sport: Magrão, Bruno Aguiar, Tobi e Edcarlos; Moacir, Naldinho (Diogo Oliveira), Rithelly, Thiaguinho e Rivaldo; Marquinhos e Felipe Azevedo (Ruan). Técnico: Gustavo Bueno

    Flamengo: Paulo Victor, Léo Moura, Welinton, González e Magal; Rômulo (Amaral), Luiz Antonio, Kleberson e Bottinelli (Deivid); Ronaldinho e Vagner Love. Técnico: Joel Santana



  • Vôlei: Brasil perde outra pela Liga Mundial, desta vez para o Canadá

    RIO - Depois de perder para a Polônia na noite de sexta-feira, na estreia pela Liga Mundial, por 3 a 2, a seleção brasileira masculina de vôlei foi superada novamente no tie-break, desta vez pelos donos da casa. Comandado por seu eficiente oposto Schmitt, o Canadá venceu por 25/23, 20/25, 25/20, 24/26 e 15/10.

    E o Brasil faz amanhã, contra a Finlândia, às 17h (horário de Brasília), sua terceira partida da primeira fase, pelo grupo B, a última em Toronto. Sobre o adversário de hoje, o técnico Bernardinho afirmou:

    — É uma jovem força, que já nos bateu na Liga Mundial. Alguns jogadores estão nos campeonatos de fora, como o italiano e russo, e têm experiência — alertou ele, que vem revezando Ricardinho e Bruninho como levantadores nas partidas.

    A segunda fase da Liga será em Katowice, na Polônia, onde os times se enfrentarão entre os dias 1º e 3 de junho. As equipes vêm ao Brasil na terceira etapa, de 8 a 10 de junho, em São Bernardo do Campo (SP).



  • Chelsea bate o Bayern nos pênaltis e vence a Liga dos Campeões



    RIO - Foi uma final emocionante, decidida apenas nos pênaltis. Defensivo durante todos os 120 minutos, o Chelsea segurou um empate em 1 a 1 com o Bayern de Munique e venceu por 4 a 3 nas penalidades para fazer a festa na casa do adversário, em Munique, e conquistar a Liga dos Campeões pela primeira vez em sua história. Drogba foi o herói da tarde, marcando o gol dos ingleses nos minutos finais do segundo tempo e convertendo a cobrança decisiva.

    O primeiro tempo foi todo do Bayern. Tirando uma defesa em um chute perigoso de Kalou já aos 37 minutos, o goleiro alemão Neuer foi um espectador de luxo no gramado da Allianz Arena. Apostando nas ações de Robben, pela direita, e Ribery, pela esquerda, o Bayern pressionou, enquanto o Chelsea entrou preocupado apenas em se defender.

    Nas melhores chances alemãs, Robben parou em defesa de Cech aos 20 - a bola ainda bateu na trave -, Muller acertou voleio perigoso aos 35 e, na melhor, aos 42, Mario Gomez limpou um zagueiro e, de frente para o gol, isolou a bola.

    A segunda etapa foi praticamente uma cópia da primeira. O Chelsea seguia atrás, enquanto o Bayern martelava para tentar furar o bloqueio inglês. Os alemães chegaram a marcar aos oito minutos, com Ribery, mas o atacante estava impedido e o gol foi anulado.

    Mesmo sem criar muitas oportunidades, o Bayern, de tanto pressionar, foi recompensado nos minutos finais. Aos 37, Muller aproveitou cruzamento da esquerda e cabeceou para baixo. Cech titubeou e não conseguiu defender: 1 a 0. O título parecia que já era do time de Munique, mas o Chelsea, depois de passar o jogo todo na defesa, se lançou ao ataque e chegou ao empate aos 43. Drogba se antecipou à marcação em uma cobrança de escanteio e cabeceou forte, vencendo Neuer para deixar tudo igual e levar a decisão para a prorrogação.

    O Bayern teve uma chance de ouro para liquidar tudo no tempo extra. Ribery foi travado por Drogba quando entrava na área logo no começo do primeiro tempo da prorrogação. Robben cobrou a penalidade aos quatro minutos, rasante, e Cech fez a defesa, para delírio dos torcedores ingleses que estavam posicionados atrás da trave. No restante da prorrogação o Bayern seguiu pressionando, mas sem tanta força, enquanto o Chelsea não mudou sua postura defensiva. A decisão acabou indo mesmo para os pênaltis.

    Nas penalidades, Neuer começou brilhando e pegando a cobrança de Mata. Cech defendeu a de Olic, Schweinsteiger bateu na trave e Drogba teve calma na hora decisiva, batendo com perfeição e garantindo a taça para o clube de Londres.



  • Campeão do UFC, Jon Jones é detido nos Estados Unidos

    RIO — O lutador Jon Jones foi detido às 5h da manhã deste sábado em Binghamton, em Nova York, após uma acidente de carro. O atleta apresentava sinais de embriaguez e foi levado para a delegaca. Campeão dos meio-pesados do UFC, ele foi liberado depois que sua mãe assinou um termo de responsabilidade.

    Jon Jones divulgou uma nota pedindo aos fãs e imprensa respeitem sua privacidade. Ele tem luta marcada contra contra Dan Henderson, em 1º de setembro.



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